Entrevista – Pedro Neto

 

Poderíamos, definitivamente, utilizar a expressão “angariador de prémios” para definir o Pedro Neto. Num país onde se reivindicam oportunidades para os jovens talentos, a determinação e a crença são as palavras de ordem. E essas, são apenas duas das características, que contribuíram para prémios como o Bloom ou Jovem Designer 2015 e 2016. Atualmente os voos são mais altos e a arte inunda o seu espaço de co-working na Cidade Invicta – BOX32.

 

 

 

LC: Quando sentiste pela primeira vez que o mundo da moda fazia parte de ti?

Pedro Neto: Não me recordo de querer sequer outra profissão! Desde muito cedo soube bem o que queria ser e explorar. Houve, sem dúvida, uma grande influência por parte da minha família, ligada à indústria têxtil. Lembro-me de ver vestidos da Christian Dior e Christian Lacroix e ficar fascinado com os detalhes de cada vestido. Este é um dos principais motivos pelos quais a minha marca tem uma grande preocupação com os detalhes e a qualidade.

 

LC: Qual a tua peça de roupa favorita?

Pedro Neto: Poderia eventualmente selecionar uma para facilitar as coisas, mas a verdade é que todas as minhas peças são especiais para mim. Como foram todas criadas com sentimentos distintos, que faziam todo o sentido no momento da criação, não consigo escolher uma só. Todas são favoritas.

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Entrevista – Paula Sampaio Duarte | Le Charmeur

Espera… gato?! What?! Relaxem, é só o nome do blog do Bernardo! Aqui fica um pequeno excerto do desafio que me lançou. E pensar que era eu quem tinha a mania de entrevistar pessoas… 😅
 

“O que te levou a decidir criar um blog?

Sempre gostei muito de escrever e, apesar de alguns desafios ou ideias soltas, nunca me atrevi a fazê-lo. Em setembro de 2015 estava a participar num Congresso em Madrid e salta para o palco um sul coreano com o maior à vontade de sempre. Um indivíduo colado em beleza masculina. Nesse momento a decisão foi automática: vou criar um blog onde possa escrever sobre este tema. É um tema que me desperta. Recordo-me de com 10 anos ficar apaixonada pela perfeição das mãos de um amigo da família. Ainda hoje acredito que são as mãos mais apelativas e mais bem cuidadas do mundo.”

 

A sério que os sul coreanos são considerados os reis do male grooming? 😱 True story! Querem ler a entrevista na íntegra? Cliquem aqui.

Entrevista – Tiago Marques

Born and raised na Póvoa de Varzim, o Tiago Marques emana confiança, loucura (agora mais comedida) e um sucesso invejável entre o público feminino. O bom humor e o sorriso contagiante são duas características das quais não consegue separar-se há 35 anos. Adora uma boa dose de diversão e de, através dela, marcar a vida das pessoas com quem se relaciona.

 

LC: Reza a lenda que tens um destino de férias preferido… Conta-nos essa história.

Tiago: Quando ainda era um miúdo, os meus amigos mais velhos fascinaram-me com histórias sobre a magia de uma determinada Ilha. Confesso que conseguiram que me apaixonasse por ela sem nunca ter pisado a sua areia. Um dia, decidi que não morreria sem por os pés em Ibiza! Convenci o meu primo a acompanhar-me e lá fomos à descoberta.

Descobrimos uma Ilha paradisíaca. Para mim, que sou amante de música tecno e eletrónica, é mágica. As discotecas são as melhores do mundo e palco obrigatório para os DJs de topo. O ambiente é completamente invulgar. As pessoas já lá vão com o intuito de aproveitar a Ilha e tudo o que ela tem de melhor. É um verdadeiro paraíso.

Depois de lá ir, não há como não voltar. Não só para o tipo de férias que eu faço como homem solteiro, mas também para disfrutar em casal. Definitivamente a Ilha é mágica e só quem lá vai entende o que digo.

 

LC: Qual a situação mais louca ou caricata que guardas de Ibiza?

Tiago: Tenho algumas que não podem ser contadas, mas tenho outras que podem…

Era o nosso último dia em Ibiza nesse ano. Eram 8h da manhã e, depois de uma noite fenomenal no Amnesia, decidimos regressar ao centro da cidade ao invés de ingressarmos numa after-party. Apanhamos o autocarro completamente estourados e, de repente, o condutor do veículo decide tocar o maior tecno da noite. Nunca pensei que um autocarro pudesse balançar com tanta intensidade durante tanto tempo! Quando achávamos que a noite tinha acabado, tivemos um extra de 20 minutos de perder a cabeça. Tenho até um vídeo que mostra o quão épico aquilo foi.

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Entrevista – Filipe Sousa

A capacidade de trabalho e a paixão pela cidade de Barcelos, transformaram o Filipe Sousa num dos empresários mais bem-sucedidos do Concelho. O vício por transformar pequenos negócios em grandes sucessos corre-lhe nas veias e, garante, sem a ajuda e compreensão do seu braço direito, a Rita, nada seria possível. Até à data, são mais de 10 as empresas ou negócios que agarrou e, para satisfação dos barcelenses, são inúmeros os projetos ainda por concretizar.

 

LC: Sentiste alguma pressão para ser empresário por causa do teu histórico familiar ou foi uma decisão tua e fácil?

Filipe: A partir do momento em que o nosso pai é proprietário de um negócio, crescemos também a acreditar que o somos. No meu caso, desde muito jovem comecei a trabalhar e a assumir funções no Hotel Restaurante Bagoeira até chegar a Diretor Geral. Quando se chega a esse patamar não há como voltar atrás, as oportunidades surgem e temos de as aproveitar. Foi exatamente o que aconteceu com o Hotel do Terço, que neste momento está sob a minha gestão.

Sinceramente, nunca ponderei claramente ter outra profissão que não esta.

 

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Entrevista – Paulo Louro

Paulo Louro

A irreverência da juventude e a vontade de arriscar transformaram o Paulo Louro no melhor fashion advisor do Alto Minho. Quando não está a transformar a imagem dos outros, está literalmente a gastar toda a energia que lhe corre no corpo, seja no futebol, na bicicleta ou na corrida. A alegria com que vive e se relaciona com os outros, o bom gosto e a confiança que transmite fazem dele um ser humano apaixonante.

 

LC: Alguma referência de um verdadeiro gentleman na tua vida?

Paulo: Não sei se lhe chame uma referência, mas houve definitivamente uma pessoa por quem sempre tive muito respeito no mundo da moda. Embora nunca tenha trabalhado com ele diretamente, o Francisco Matos era uma pessoa única, tinha uma capacidade incrível para transformar as pessoas. Essa característica tão particular, de certa forma, inspirou-me a fazer o mesmo.

Atualmente, como profissional, não posso dizer que tenha alguém como referência para o meu trabalho, limito-me a seguir o meu instinto.

 

LC: Como surgiu o gosto pela moda?

Paulo: Muito sinceramente, não estava de todo nos meus planos trabalhar neste ramo. Quando terminei o Ensino Secundário e não fui bem-sucedido no acesso ao curso superior de Educação Física decidi procurar um emprego. Preferia trabalhar durante o dia e deliciar-me a jogar futebol à noite, do que estudar algo que não fazia parte de mim. Entretanto, uma antiga professora, com lojas estabelecidas em Viana, convidou-me para trabalhar com ela. Em apenas seis meses percebi que tinha nascido para este mundo.

 

LC: Os teus amigos implicaram com esta tua faceta?

Paulo: Os cortes de cabelo irreverentes e os rasgões nas calças sempre fizeram parte do meu quotidiano, mesmo ignorando as tendências. Havia alturas em que o meu próprio pai tinha vergonha de sair à rua comigo! Esta forma de estar, muito própria por sinal, foi habituando os outros à minha diferença sem quaisquer turbulências.

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