Entrevista – Likas Cardoso

Likas_Cardoso

A determinação de Likas Cardoso destaca-o nas várias atividades a que se dedica. A persistência e a disciplina valeram-lhe, em 2004, o título de Campeão Nacional de Supercross 125 e atualmente a reputação de um dos barbeiros mais promissores da zona Norte. Vive intensamente o tempo que passa com a família e com os amigos e, por vezes, gosta de se recolher e refletir sobre o futuro. Embora já tenha abandonado as competições, sentir a adrenalina e a liberdade que andar de mota lhe proporciona é algo de que não abdica.

 

LC: Como é que um motociclista chega a esta profissão?

Likas: Por engano! Ahah quando era mais novo, em registo de aposta, era comum entre amigos pintarmos o cabelo ou mesmo cortá-lo, uns aos outros, com máquinas e tesouras de papel. Por incrível que pareça, descolorar as sobrancelhas também estava incluído. Como podem imaginar, os resultados nunca eram muito animadores, embora sempre me tenha esforçado para os deixar com um aspeto minimamente decente. Quando comecei a equacionar deixar o motociclismo, o meu amigo, cabeleireiro e patrocinador nas corridas, Renato, desafiou-me a tirar o curso de cabeleireiro, com base no meu histórico brilhante. Inicialmente a ideia pareceu-me descabida, mas depois de me debruçar sobre o assunto, decidi inscrever-me no curso. A partir daí as coisas foram escalonando… comecei a apaixonar-me pela área e a ficar entusiasmado com o trabalho. Terminado o curso fui convidado a trabalhar no Salão do Renato. Esta experiência foi fundamental na minha evolução como profissional. Quando senti que estava preparado, e com o aval dele, decidi ir mais longe e pouco tempo depois comecei a idealizar o meu espaço, à minha imagem. Foi quando nasceu o Barbeiro.

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Entrevista – David Filipe

 

David Filipe

Embora formado em Biologia, David Filipe é comissário de bordo numa empresa de aviação. Depois de quatro anos dedicado ao estudo dos seres vivos, repensou todo o seu percurso e resolveu apostar numa área completamente diferente. Desde 2012 que faz parte deste novo mundo e garante que o entusiasmo que sente ao voar hoje, se mantém exatamente igual ao que sentiu ao realizar o seu primeiro voo. Afirma que as características que o definem, aventureiro e comunicador, são fulcrais para que viva cada vez mais apaixonado pelo que faz.

LC: Em que altura da tua vida te apercebeste que és um cidadão do mundo?

DF: Ao ser obrigado a escolher uma área de estudos/emprego tão cedo, acabei por cometer o meu primeiro erro apenas aos 15 anos: estudar ciências. Ainda que gostasse do tema, não amava. E agora entendo que a área das letras e da comunicação sempre foram a minha praia. Tal como muitos adolescentes quis mudar de área, mas não o fiz, já que implicava voltar atrás, quando a sociedade só me empurrava para a frente. No derradeiro momento de entrar no mundo de trabalho, senti-me impelido a tirar uns meses para pensar no futuro e na minha felicidade, para pensar no que realmente queria. Inicialmente apostei numa loja de roupa, mas rápido surgiu a ideia da aviação. Isto porque, tinha uma quantidade de amigos que trabalhavam no ramo e que me deliciavam com as suas histórias. Mesmo contra a vontade dos meus pais, que me chamavam louco, decidi avançar. Hoje sabem que sou feliz e isso basta-lhes.

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Entrevista – Domingos Mendes

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Licenciado em Educação Física e Desporto, Domingos Mendes é Personal Trainer e monitor em cardiofitness. Apesar da atração pelo desporto que sempre teve, a paixão pela musculação despoletou apenas quando resolveu inscrever-se num ginásio. Líder nato e motivador, procura sempre mais e melhor, acreditando que não existem corpos impossíveis, mas mentes incapazes.

LC: Como estudante e posteriormente profissional da área do desporto, sempre tiveste cuidado com o teu corpo? Quando surgiu essa preocupação?

DM: Embora sempre tenha sido um adepto incondicional do desporto, a verdade é que nunca tive grande cuidado com o meu corpo. Ao longo dos anos pratiquei diversas modalidades, sem nunca me sentir verdadeiramente atraído por nenhuma. O gosto pelo desporto levou-me a seguir os estudos em Educação Física e Desporto, mas nunca com o intuito de seguir a vertente do ginásio, até porque nunca tinha andado num… No entanto, a ideia de ser preparador físico ou treinador de algo agradava-me imenso. Quando estava no meu 9º ano danifiquei um joelho a jogar futsal e devido a uma má atuação médica foi-me diagnosticado algo totalmente diferente do que realmente tinha, uma rotura. A partir daí as dores foram-se agravando e no 12º ano ressenti-me ainda mais, o que me levou a consultar um especialista. Evitei ao máximo a cirurgia e optei por tomar uma injeção como solução temporária. Na altura foi-me explicado que aguentei do 9º ao 12º ano devido à massa muscular que tinha, porém quando estava no 4º semestre da Universidade as dores voltaram e, desde logo, decidi inscrever-me num ginásio para que pudesse reforça-la. A partir desse momento e também com o incentivo e inspiração do meu grande amigo João Rafael Carvalho, despertou-se a paixão pelo ginásio e por cuidar do meu corpo.

LC: Sabendo que a tua profissão exige canalização de energia em quantidades superiores ao comum dos mortais, quais os truques que aprendeste, ao longo do tempo, que te permitem reparares os danos causados no final de um dia de trabalho intenso? 

DM: Os vídeos de superação e os discursos motivacionais são fundamentais, tanto quando faço o meu cardio, como quando tenho algum tempo livre. Ajudam a manter-me motivado e com vontade de inspirar e transformar outras pessoas.

Outro aspeto, também muito importante, é cumprir com as aconselhadas 7/8h de sono, apesar de infelizmente, grande parte das vezes, serem apenas 6!

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Entrevista – Joel Sousa

Joel Sousa

Joel Sousa é Gestor de Produto na área do desenvolvimento automóvel e tem como objetivo pessoal fazer renascer a mítica marca Famel, da qual possui os direitos. Curioso e sempre com vontade de saber mais, alterna os tempos livres entre o seu projeto pessoal e a família. Gosta muito de estar por casa e de cozinhar.

LC: Recentemente adquiriste os direitos da icónica Famel. Qual é a sensação de teres o teu próprio projeto?

JS: Sempre me identifiquei com a questão de desenvolver ou criar alguma coisa e durante o curso o entusiasmo foi ficando cada vez mais forte. A nível profissional propiciou-se começar e continuar, até aos dias de hoje, na área de desenvolvimento do ramo automóvel e a experiência, sentido de oportunidade e vontade de arriscar fizeram o resto. Obviamente que ainda não me sinto completamente realizado, porque o projeto ainda está numa fase de maturação, mas vê-lo evoluir dá a sensação de ver um sonho tornado realidade.

LC: Como consegues conciliar os teus projetos pessoais, trabalho e família. Há tempo para tudo?

JS: Como podes imaginar, mesmo que o dia tivesse 48h não seria suficiente. Mantenho o profissionalismo ao não deixar o projeto pessoal interferir no trabalho. Em casa e com a família tento balancear ao máximo, reservando horas específicas para tudo e todos. Claro que nem sempre é possível, mas existindo flexibilidade não existem problemas.

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Entrevista – André Parra

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Observador por natureza e engenheiro informático, André Parra é programador numa conceituada empresa norte americana, desenvolvendo soluções de Order Management para empresas de telecomunicações. Apesar do enfoque e dedicação que coloca no trabalho, o futebol é o seu desporto de eleição e não dispensa umas boas gargalhadas entre amigos.

LC: Geek ou Nerd? Podes confessar qual dos dois te descreve melhor?

AP: Para dizer a verdade, não me considero nem um nem outro. Um nerd tende a ser muito intelectual em “troca” de menos atividade física e interação social, ao passo que um geek é bastante orientado para a tecnologia em geral (jogos, filmes, series e animes). Depois da minha própria definição e um minuto de reflexão, talvez acredite ter uma veia mais geek.

LC: O estereótipo associa um engenheiro informático a uma pessoa pouco sociável. No teu caso, não funciona bem assim. Há algum truque para manter boas relações com a vida e com o mundo?

AP: Deixa-me só fazer uma introdução para dizer que, o engenheiro informático já não é sinónimo de uma pessoa pouco sociável. Esse estereótipo, um pouco antiquado até para os dias de hoje, vem da imagem do nerd. Atualmente o engenheiro informático tende a ser sociável, prestável e até bastante preocupado com o físico. É comum frequentarmos ginásios e praticarmos desportos em equipa. Aliás, há até semanalmente jogos de futebol entre empresas do ramo informático.

Agora sim, para responder à tua pergunta, devo dizer que este trabalho pode ser bastante frustrante, desde a necessidade de estar sempre a par das novas tecnologias, a lidar com pressões de clientes que mudam de ideias frequentemente e, muitas das vezes, com prazos “para ontem”, que condicionam bastante o humor e criam algum stress. Para equilibrar é mesmo necessário libertar o corpo e a alma com desporto. E nada melhor que estar com os amigos (e esposa claro) para soltar uma boa gargalhada e ouvir também as histórias deles. Quando te sentes bem contigo e com quem te rodeia, tendes a ter melhor disposição, mantendo como dizes “boas relações com a vida e com o mundo”.

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